7
de
dezembro
034 – 03.02.98
Só comer, comer, comer…
Vida dura, dura, dura…
Como vou me abastecer
Sem a minha dentadura!
035 – 03.02.98
Vida minha, infeliz,
Vida dura, dura, dura…
Como posso ser feliz,
Sem a minha dentadura?
7
de
dezembro
Pelas ruas da cidade,
Noto só pernas e pernas,
Andando, sem vaidade,
Pelas calçadas eternas.
7
de
dezembro
Por todas as lindas manhãs,
Plantinhas de folhas tortas,
Verdes, verdes, tão louçãs,
Parecem com muitas portas.
7
de
dezembro
025 – 03.02.98
Flagrância de rosa branca,
Pelo ar sempre espraiada,
Quando chega a ela, estanca,
Na pele da bem amada.